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Em Jesus a gente aprende a viver (João 14.6)

18 mar

Em Jesus a gente aprende a viver (João 14.6)

Introdução

Uma proposta de vida completa: caminho como construção da espiritualidade; verdade como base da fé e vida, como o projeto de Deus para a história.

Deus tem compromisso com a vida. Os estudiosos do século XVI chegaram à conclusão de que: “O que levará os homens ao inferno não é a morte, é a vida mal vivida”.

Será que vivemos de maneira digna? Podemos afirmar que temos uma vida excelente?

O lamento de T S Eliot: “Onde está a vida que nós perdemos vivendo?”. Esse lamento ainda ecoa no século dos desesperados.

Impera no mundo o senso do desencanto. A vida parece não ter significado, não ter valor. Perdemos o encanto. Borges, escritor argentino, disse no final de sua vida: “Eu cometi o maior de todos os pecados: eu não fui feliz”.

A perda de vida é vista até mesmo nos jovens. Há uma juventude do cansaço: gente marcada pela fuga da vida – o que antes era a arte de viver, agora é somente a tragédia da sobrevivência.

O que podemos aprender com Jesus sobre a arte de viver?

 

  1. Jesus nos ensinou a lição da plenitude da vida (Jo. 10.10 “vida em abundância”)

Jesus curou nossa relação com o tempo. Passado (o Egito de cada um de nós); presente (nossas perambulações e buscas); futuro (esperanças e projeções).

Em Jesus, temos a compreensão de que viver não é apenas respirar, mas “combater o bom combate” – ter a certeza feliz de que não lutamos guerras erradas.

“Vida em abundância”: Todo o instante é sagrado. Jesus nos mostra que tudo que é tocado por Deus se sacraliza (perceba o toque humano de Jesus).

Irineu, afirmou: “A glória de Deus é um homem cheio de vida”. Para os antigos sábios quem não soubesse viver com os olhos abertos, não saberia fechar os olhos para morrer em paz.

 

  1. Jesus nos ensinou a lição de uma vida frutífera (Jo. 15.16 “frutos”)

 

Muitos são escravos de uma existência vazia que só é suportada pelo disfarce do prazer. Gente vivendo em crise com os dias: cada minuto se realiza e se anula na mesma violência.

Vidas secas. Expressão que traz toda a angústia de perder a convicção nas raízes.

A Lei da semeadura, uma das leis básicas da vida, aponta para a questão dos nossos conteúdos – somos chamados para frutificar

A doença da esterilidade: Gente que não pode frutificar porque perdeu o equilíbrio e o tempo certo da semente brotar.

 

  1. Jesus nos ensinou a lição do reflexo: vidas para refletirem Deus (Jo. 13.34,35 “Amai-vos; nisto conhecerão…”)

Em Jesus, a vida é um banquete de amor. Uma vez amados, somos chamados a abraçar o mundo em amor.

Teresa de Ávila: “No entardecer da vida, seremos julgados pelo amor”.

Jesus nos ensinou a não fugir das crises: A sua morte, violentamente imposta, mas livremente aceita, nos ensina a assombrosa lição de que “pelas suas pisaduras, somos sarados”. Somos livres para viver sem a mordaça da culpa.

Jesus viveu tão plenamente que, mesmo na morte, revelou a glória de Deus. Podemos viver sem medos! No caminho da libertação, a morte é a mais sublime festa.

 

Conclusão

O cristão deixa como testemunho uma vida vivida com abundância, plenitude e graça! Este é o seu legado!