Home Sermons Deus está na sua casa? (I Cr. 17. 16-27)

Deus está na sua casa? (I Cr. 17. 16-27)

18 mar

Deus está na sua casa? (I Cr. 17. 16-27)

Introdução

Estamos diante de uma das orações mais lindas registradas na Bíblia. Davi está orando por sua família em um momento de humilhação pessoal! (Os reis do antigo Oriente eram famosos pelos templos que construíam).

Davi faz uma oração com duas dimensões extraordinárias: louvor pelas bênção recebidas e clamor pelas bênçãos prometidas – passado de alegrias e futuro de adoração!

O intrigante é que Davi começou sua oração admitindo que nem ele nem sua família mereciam as graças divinas mostradas até aquele tempo. Depois foi além, expressando espanto por Deus haver prometido ainda mais bênçãos no futuro.

Diante desse quadro analítico que Davi fez da ação abençoadora de Deus na família, o resultado prático foi um só: silêncio – “O que mais eu poderia dizer-te”? A ação de Deus emudeceu Davi! A Bíblia é repleta de gente que fala muito sem falar demais!

Essa oração de Davi é uma verdadeira aula prática sobre a ação de Deus nas famílias dos servos!

 

Vamos aprender com Davi sobre Deus nas famílias dos servos:

 

  1. Deus está na casa dos humildes (16-19)

Davi preenche sua oração com humildade! Enquadra a si mesmo e a sua família nessa dimensão – sua principal percepção é da grandeza absoluta de Deus e da insignificância de sua pessoa e de sua linhagem!

A palavra “humildade” vem do latim “humus” – pó (Sl. 103.14). É preciso assumir que somos frágeis, carentes e dependentes da graça e da benevolência de Deus.

Deus não habita nos palácios da arrogância, mas nas tendas da humildade. É o Deus dos pobres, dos marginalizados, dos excluídos, dos esquecidos pelas rodas do poder. Deus está na casa dos servos!

Deus sempre se envolveu com humildes. Até para entrar na história Deus escolheu humildes: Maria!

Os pregadores puritanos costumavam dizer que “a humildade é o adorno dos anjos e o defeito dos demônios”.

Deus ama os humildes!

 

  1. É preciso cultivar a memória da ação de Deus na nossa história (20-22)

Davi faz questão de voltar os olhos para o passado – mirar a ação redentora de Deus na história de sua família e de seu povo!

Ele cita Israel e Egito: povo da promessa e tempo de cativeiro. Davi foca não apenas o que Deus está fazendo, mas principalmente o que Deus  já fez!

O Deus do Israel fortalecido como nação é o mesmo Deus do Israel humilhado quando cativo. Em nossas famílias carecemos do resgate dessa mentalidade: somos o que somos em virtude da ação redentora de Deus em nossa história.

Não cometa o pecado da amnésia histórica: não esqueça dos feitos de Deus em sua vida e em seu passado – para quem está em Cristo o passado não assusta mais! Em Deus somos livres para olhar para trás!

Davi teve uma família difícil: perdeu filhos, viu assassinato, traição, ódio, golpe e vingança dentro das portas de sua casa. As tramas que assustam muitas famílias também moraram por um tempo na casa de Davi – mas ainda assim, Davi não perdeu o foco de Deus agindo em sua história – Graça!

Ao invés de reclamar, celebre! Deus está trabalhando nas teias da história!

 

  1. É preciso cultivar a confiança vigorosa nas promessas de Deus para a nossa família (23-27)

As promessas são o chão onde o cristão caminha na história, são elementos fortalecedores de sua fé. Se não houvessem promessas viveríamos condenados à rotina do presente, sem a alegria de projetar futuro. Henrique Rojas escreveu que “o homem é sobretudo futuro”.

Davi afirma a soberania de Deus na história. Ele sabe que Deus não muda e não falha, portanto, o mesmo Deus que agiu no passado também agirá em seu futuro – essa é a dimensão da esperança – a escatologia da bênção!

O hino 459 da Harpa Cristã, “As firmes promessas”, em sua primeira estrofe diz: “De Deus mui firmes são as promessas/ mais firmes que as montanhas são/ quando o socorro terrestre cessa/ os de Deus não falharão”. Essa é a base em que precisamos construir o edifício familiar!

David Nicholas disse que “As promessas de Deus são como as estrelas, quanto mais escura a noite, mais elas brilham”. Dwight L. Moody disse que “não existe uma só alma desesperada para a qual Deus não tenha uma promessa específica”.

Deus em nossa casa, em nossa história, garante a promessa da bênção. Somos livres para adorá-lo em família pelo que Ele é, pelo que Ele já fez e, principalmente, pelo que Ele vai fazer em nosso futuro.

A bênção de Deus não acontece sem o Deus da bênção – é a mescla do presente com a Presença!

 

Conclusão

Deus está em nossas casas. É tempo de gratidão!